terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Dos saberes indígenas: o nosso papel também é fazer arte

Capa da "Revista Literatura e Debate", 
onde consta o seguinte Depoimento


 DOS SABERES INDÍGENAS: O NOSSO PAPEL TAMBÉM É FAZER ARTE

por Graça Graúna

A presente contribuição ao estudo da história e da cultura indígena no Brasil é uma releitura de minha entrevista à Palimpsesto, uma revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, em 2015. A releitura vinda da oralidade e transfigurada na escrita se transforma em escrevivência, no sentido de que estão vivas (em mim) a poesia, a história e a memória dos antigos. Expor essa escrevivência e preservá-la em forma de relato significa também resiliência, e é uma das maneiras de fortalecer a nossa resistência, a nossa identidade indígena. Negar essa resistência configura uma afronta, como diria Jerome Rothenberg na obra Etnopoesia do milênio (2000).
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, tenho percorrido Universidades brasileiras onde tem lugar o incentivo a estudos e pesquisas acerca dos povos indígenas. Contudo, a indiferença e o descaso ocorrem também no meio universitário, onde nos deparamos com pessoas que trazem uma visão estereotipada acerca do indígena. Continue a leitura no link da “Revista Literatura e Debate”, da URI, v. 12, n.22, pp; 223-230:

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sobre visibilidade indígena na literatura

Matéria extraída do Blog Visibilidade indígena.
Por:  Luisa Geisler.


Cinco escritoras indígenas contemporâneas que você precisa conhecer!


O foco em autoras contemporâneas é importante para evitar uma ideia estereotipada da cultura indígena. Importa saber o que se faz hoje, que autores podemos ler hoje. Talvez a lista não seja perfeita nem honre todas as escritoras que merecem esse espaço. E claro que não honra os tantos autores homens, mas essa matéria se foca em discutir arte feita por mulheres.  

Eliane Potiguara

    Crédito: Silvia Villalva



Eliane Potiguara é professora e escritora indígena brasileira, de origem potiguara. Trabalha com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena, como o Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e a da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de fazer parte da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”.No seu website oficial, a autora divulga sua literatura, em conjunto de um blog como parte de seu trabalho na rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, da qual é fundadora e coordenadora.
Um de seus livro, Metade Cara, Metade Máscara (2014) fala de amor, de relações humanas, paz, identidade, histórias de vida, mulher, ancestralidade e famílias. É uma mensagem para o mundo, uma vez que descreve valores contidos pelo poder dominante e, quando resgatados, submergem o selvagem, a força espiritual, a intuição, o grande espírito, o ancestral, o velho, a velha, o mais profundo sentimento de reencontro de cada um consigo mesmo, reacendendo e fortalecendo o eu de cada um, contra uma auto-estima imposta pelo consumismo, imediatismo e exclusões social e racial ao longo dos séculos.

Lia Minapoty


Lia Minapoty é brasileira, maraguá, palestrante e atuante dentro da causa indígena. É autora de “Com a noite veio o sono”, publicado pela Leya. O livro trata do modo de pensar que os maraguás têm a respeito da noite. O livro trata de temas maraguás, informações relevantes à diversidade cultural do país, como por exemplo, a luta de reconhecimento e demarcação de terras indígenas. Dentro disso, o livro apresenta ilustrações de Maurício Negro. Lia tem um blog sem posts desde 2011, mas que mostra muito de sua arte até aquele momento, além de textos sobre a cultura indígena e sobre sua carreira.

Janet Campbell Hal




Janet Campbell Hale é uma escritora nativo-americana. O pai da autora era totalmente Coeur d’Alene, enquanto sua mãe era parte Kootenay e irlandesa. Por isso, o trabalho da autora em geral explora questões da identidade nativo-americana, ainda com questões como pobreza, abuso e a condição da mulher na sociedade. Escreveu Bloodlines: Odyssey of a Native Daughter, que é em parte biográfico, mas em parte uma discussão da experiência nativo-americana; The Owl’s Song,The Jailing of Cecilia Capture e Women on the Run.

Graça Graúna

Crédito: Íris Cruz

Graça Graúna é descendente de potiguaras e se formou em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Também fez um mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e se doutorou em literatura indígena contemporânea no Brasil. É autora de Canto Mestizo (Ed. Blocos, 1999), Tessituras da Terra (Edições M.E, 2001) e Tear da Palavra, de 2007. Escreveu obras infanto-juvenis como Criaturas de Ñanderu (Ed. Manole, 2010).


Marisol Ceh Moo



Marisol Ceh Moo é mexicana, escreveu X-Teya, u puksi’ik’al ko’olel (Teya, un corazón de mujer), que foi o primeiro romance escrito em idioma maia. O livro foi publicado numa edição bilíngue pela Dirección General de Culturas Populares (México), com a versão em maia e em castelhano. Em entrevistas, a autora explica que as publicações em língua maia só haviam trazido narrativas curtidas, como o conto, o poema, o mito e as lendas. Marsiol Ceh Moo queria mais liberdade com os personagens, tempos verbais e contextos e, para isso, sentiu necessidade de uma narrativa mais longa.Teya, un corazón de mujer é o primeiro romance escrito por uma mulher em um dos idiomas indígenas do México e narra o assassinato de um militante comunista em Yucatán (México). A autora recebeu por essa narrativa o reconhecido Premio Nezahualcóyotl de Literatura en Lenguas Mexicanas.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

I ENCONTRO INTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE



Apresentação

O ÁFRICA BRASIL - V ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURAS, HISTÓRIAS E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS DA UESPI; I ENCONTROINTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE; VII COLÓQUIO DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA e IV SALÃO DO LIVRO UNIVERSITÁRIO DA UESPI a se realizarem nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2017, na Universidade Estadual do Piauí, Campus Poeta Torquato Neto, Teresina, Piauí, Brasil, proporcionarão momentos de reflexão sobre narrativas e cidadania, no âmbito dos estudos interdisciplinares no que tange às áreas de literatura, cultura e história.
O contexto acadêmico, social e político brasileiro atual clama por reorientações teórico-reflexivas, a fim de enfrentarmos os entraves que se apresentam, em razão das imposições de novos modelos educacionais. Com as novas medidas que se anunciam como retrocessos, por exemplo, na exclusão da disciplina História no ensino brasileiro, se opor ao desmantelamento das áreas de humanas, reativando a importância do estudo da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena. O ÁFRICA BRASIL 2017 se justifica pela necessidade de discussão e reflexão diante das novas demandas educacionais, levando em conta a legislação vigente, a saber: a Lei de Diretrizes e Base de Educação Brasileira – LDB/9.394/96, nos Artigos 26-A e 79-B, alterada pelas Leis Federais 10.639/03 e 11.645/2008. A Lei Nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, ato promulgado pela Presidência da República do Brasil.
O ÁFRICA BRASIL 2017, Narrativas e Cidadania, projeta a importância dos estudos literários, uma vez que narrativizar o mundo é próprio dos(as) literatos (as), historiadores (as), contadores (as) de história e demais sujeitos, na esteira de Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Achile Mbembe, Kwame Anthony Appiah, Valentim Yves Mudimbe, Jan Vansina, Joseph Ki-Berbo, A. Hampaté Bá, Carlos Moore, Kabengele Munanga, Angela Davis, Lélia Gonzales, Sueli Carneiro, Eduardo de Assis Duarte, Cuti, Conceição Evaristo, Elio Ferreira e tantos outros (as) teóricos (as) e/ ou pesquisadores (as) africanos (as) e afro-brasileiros (as).

Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Coordenador Geral

Entre os 62 (sessenta e dois) Palestrantes, constam 5 (cinco)  indígenas da América Latina:

Prof. Drª Elvira Espejo Ayaca (Nação Aymara / Bolívia)

Prof. Dr. Gersem Baniwa (Indígena, antropólogo, UFAM)

Profª Drª Graça Graúna (Indígena potiguara/RN, UPE)

Sra. Frncisca Cariri (Lideança indígena, Piaui)

Sr. Henrique Tabajara (Liderança indígena, Piauí)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Do amor pela vida



Quem ama de verdade, sabe que o Amor não faz distinção.
Quem ama, nem precisa (se) perguntar se esse sentimento é mesmo tão indispensável, pois o ato de Amar já é uma resposta.   
O grande personagem do livro é o Amor e a contadora de história é uma menina terena que tem um grande amor pela vida.
A autora do livro é Niara, da etnia Terena. Tem 11 aninhos, gosta de ler, escrever e desenhar pessoas e cachoeiras. Do jeito que ela escreve, parece uma filósofa. E por falar em filosofia, quem fez o prefácio do livro foi Daniel Munduruku. Que chic, não é?
Gostei tanto desse livro que eu também o recomendo cm todo Amor que eu tenho nesse mundo.

Saudações da potiguara,

Graça Graúna

Nordeste do Brasil, 
9 de outubro de 2017

FICHA TÉCNICA:
Editor: Téo Miranda, Editora sustentável
Projeto gráfico e finalização: Editora Sustentável
Coloração: Niara Terena e Téo Miranda
Colaboração: Naine Terena de Jesus
Revisão textual: Cristina Campos
ISBN: 978-85-67770-06-2

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Escrevivência indígena


  
       O poema "Escrevivência indígena", de minha autoria, foi escrito há muitos anos e recentemente ganhou outra roupagem na formatação ou na diagramação, na página do twitter @poesianaalma, da escritora Lilian Farias. A arte fotográfica é de Lilian, autora do Blog "Poesia na alma". 
       Estou muito encantada com este presente que se transforma em selo e mais que isso; a foto do poema representa para mim reconhecimento em torno dos saberes indígenas do qual faço parte desde nascença, melhor dizendo, antes mesmo de vir ao "novo mundo", em forma de gente que carrega desde sempre espírito de pássaro. À Lilian Farias, gratidão pelo carinho e pela  atenção aos meus escritos. 
       Saudações indígenas
                            Graça Graúna

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Literatura indígena: roda de conversa na Ufba



Ilustração: Maurício Negro

Literatura indígena: roda de conversa na Ufba. O cartaz do  Encontro é uma homenagem ao ilustrador Maurício Negro; o cartaz é uma releitura da capa da Revista Continente, em um número especial dedicado à Literatura indígena no Brasil.